sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

My emptiness, my craziness.

São 06:07 da manhã e eu precisei de um desabafo. Eu estou caída na cadeira azul de rodinha e o computador está quente. Não faz menos de 10 horas que eu estou aqui e eu não escrevi uma frase sequer, ainda. Dois pontos, uma linha. O fato é que estou com medo. E é tão difícil de admitir. Confesso ter pensado em cordas, em navalhas, no forno - aquele livro definitivamente me inspira e faz suicídio parecer tão belo - eu sempre fui um tanto covarde com os outros, de qualquer forma. Mas isso não é uma ameaça. Não dessa vez.
Estou com a expressão "roda-viva" na cabeça. Foi de um texto do Hugo, que ele me pediu pra passar pra inglês. E... é irônico. Eu estou rodeada de ironias, sarcasmo. Eu me sinto tão cruel. Comigo, comigo. Eu tenho nojo dessa minha vontade de sair e gritar no meio da rua:
- Eu sou doente e eu estou doente. Quão fundas minhas olheiras precisam ficar pra que percebam isso?
Eu tenho NOJO de precisar pedir ajuda. Eu sempre fui assim tão fraca? Eu não havia desistido de pisar nos cacos de vidros? Bom, eu achava que sim. Mas eu achava tanta coisa, meu deus. Tanta coisa! E eu nunca roguei por uma palavra, eu não queria me limitar a um vocábulo, mas cheguei a isso. E ri. Por que o que poderia me restar?
Frustração. Foi essa a união de sílabas que eu escolhi. Espero não ser tão patético quanto soa. Mas é mentira, porque eu simplesmente não espero mais nada. Nem de mim e nem de ninguém. Só dói. Dói, dói, dói.

Sweet little love, you have broken me apart. THANKS!